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Iroko do Axe Ilê Obá
Iroko do Axé Ilê Obá
Iroko no Axé Ilê Obá
Iroko Axé Ilê Obá

Candomblé, seriedade, compromisso e ancestralidade

O Candomblé foi criado no Brasil por negros(as) que vieram de países como Angola, Nigéria, República do Benim. Somos parte desta religião que se reinventou nesta terra para poder manter a força de um povo que foi roubado de seu chão primordial, trabalhamos em nossa casa para manter a Tradição, Culto e Cultura dos Orixás que nos foi passada por nossa ancestralidade. Desta forma nos mantemos como um espaço de resistência e manutenção dos valores e culturas dos negros africanos..

Respeitamos os elementos da natureza, que são o princípio de tudo, respeitamos as pessoas, sejam elas quais forem, e sempre mantivemos e manteremos o culto à ancestralidade, pois é ela que nos permite seguir em frente de cabeça erguida, mas com humanidade e humildade para aprender a cada passo.

É muito importante saber que o Candomblé e Ancestralidade exigem dedicação, exigem que o adepto tenha bom caráter, compromisso, respeito, que saiba esperar pelo Tempo que o Tempo dá às coisas, o tempo em uma casa de Axé não é o tempo do relógio de pulso, é o tempo da dedicação. É o espaço para se abdicar de sí para dar espaço para a Orixalidade e a reverência a ancestralidade de nossa casa, e de todos os outros que fizeram possível nossa existência.

Nossa essência contribuiu e contribui para cultura brasileira de maneira importante, isto já foi apontado por inúmeros estudiosos, e está presente em nossas comidas, músicas, religiosidade e no respeito à vida.

Neste carnaval muitas escolas de samba, redutos da cultura negra, reverenciaram ou se reportaram as nossas raízes, isso é importante, sim é, mas isso não é a essência, pois a essência demanda muito mais dedicação e conhecimento. É importante que saibam de nossa existência, porém como resistência e não só com vaidade e estética. Tudo tem seu tempo, e temos responsabilidade por tudo que fazemos.

Vamos continuar trabalhando para aprender e reverenciar a ancestralidade, ainda somos pequenos aprendizes, nossa fé e nossa religião não devem ser banalizados, pois em nosso solo sagrado estamos para cumprir nosso caminho, de forma séria e com um compromisso para toda a vida. Não é por acaso que somos do Candomblé, é um modo de vida diferenciado e que implica em muito amor e dedicação.

Sem nossa ancestralidade não somos, não existimos.

 

Mãe Paula de Yansã

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